22/07/2010

PARNAMIRIM: PREFEITO OFICIALIZA APOIO À VILMA EM ATO


Nesta quarta-feira (21), em Parnamirim, o prefeito Maurcio Marques, recebeu a candidata ao senado Vilma de Faria e a candidata a reeleição a deputada federal Fátima Bezerra.

O encontro aconteceu na Associação da Coahbinal e contou com um público aproximadamente de mil pessoas. Sem dúvda foi um apoio muito importante para ambas as candidatas. O prefeito de Parnamirim, Mauricio Marques (PDT) que já tinha declarado a muito tempo seu apoio a Fátima Bezerra, confirmou hoje de vez seu segundo voto ao senado, dizendo SIM à Vilma. Maurício Marques justificou seu apoio dizendo que vota em quem trabalha por Parnamirim: “Parnamirim sim, voto sim. Parnamirim não, voto não”, resumiu. Feliz com o apoio do prefeito de Parnamirim, Vilma renovou seu compromisso com Parnamirim.“De mim vocês podem cobrar e contar com o nosso trabalho. Vocês vão ver o que é uma mulher guerreira no Senado lutando por esse estado”.

 Além do prefeito Mauricio Marques, da deputada federal Fátima Bezerra e da candidata ao senado, Vilma de Faria, também estavam na mesa o padre Murilo de Paiva e o presidente da Câmara de Parnamirim, vereador Rosano Taveira.

Fonte: Blog de Raniere Lira

Dilma recebe apoio de 15 igrejas evangélicas


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, receberá no sábado, 24, em Brasília, o apoio formal dos representantes das principais igrejas evangélicas do país. O deputado Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ) reunirá representantes de 15 denominações - apenas a Assembleia de Deus, Ministério Madureira, presidido por Ferreira, conta com seis milhões de seguidores, segundo ele. Será a primeira reunião do grupo com Dilma após o início da campanha presidencial. Durante a pré-campanha, Dilma já havia participado de um culto da Assembleia de Deus em São Paulo.

De acordo com a Pastora Eloá, que participa do mesmo Ministério de Pastor Ferreira, a decisão de apoiar Dilma foi tomada porque ela representa a continuidade do governo Lula. "O presidente Lula foi bastante comprometido com o nosso segmento. Acreditamos que Dilma também terá o mesmo tipo de relação conosco", completou Eloá.

Segundo ela, uma das principais ações do governo aconteceu durante as votações do Código Civil, quando alguns setores parlamentares tentaram transformar o Estatuto de funcionamento das Igrejas em Associações, o que, segundo elas, modificaria a atuação dos evangélicos. "Isso tiraria a nossa liberdade de culto. Não somos uma associação, somos baseados em princípios teocráticos", completou a Pastora.

Segundo Eloá, o evento de sábado não será um culto, e sim, um ato político de apoio à petista. Ela lembrou que, ainda durante a pré-campanha, Dilma reuniu-se com o pastor Manoel Ferreira e assumiu alguns compromissos com o setor. "Ela nos assegurou que, durante o seu governo, não partiria do Executivo iniciativas propondo a união civil dos homossexuais e a legalização do aborto no país", afirmou.

A pastora disse que os pedidos não significam qualquer tipo de preconceito com os homossexuais, lembrando que cada um tem o direito de escolher sua opção sexual. "Mas nós também temos o direito de lutar contra algo que não concordamos, como a possibilidade de sermos obrigados a realizar casamentos homossexuais em nossas igrejas"", completou.

Pelos cálculos da pastora, os evangélicos representariam entre 33% a 35% da população brasileira, embora os censos recentes restrinjam esse percentual a 26%. Eloá acredita que as eleições de outubro trarão um aumento na bancada evangélica do Congresso. Apenas a Assembleia de Deus Ministério Madureira, da qual Eloá e Manoel Ferreira fazem parte, conta com 12 deputados federais.

Na sexta à noite, Dilma estará no Festival de Inverno de Garanhuns, em Pernambuco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará no mesmo evento. Diferentemente da última sexta, quando participou de comício na Cinelândia ao lado da candidata petista, Lula estará em Garanhuns em um evento oficial como presidente da República. Segundo o PT, isso não representa crime eleitoral. Dilma pode participar de eventos ao lado do presidente, desde que o ato não seja transformado em um comício, com pedidos formais de votos ou uso da máquina pública para beneficiar candidaturas eleitorais.

18/07/2010

Uma coligação higienista


Índio da Costa, a lei antiesmola e a restrição a mendigos em São Paulo 

Convocado para auxiliar José Serra a atrair o eleitorado abaixo dos 25 anos, o democrata Índio da Costa, vice na chapa do tucano, é um jovem com ideias velhas. Simpático ao retorno da monarquia, favorável à realização de um plebiscito sobre a pena de morte e contrário a que se trate o aborto como questão de saúde pública, Índio causou espanto ao lançar, quando vereador no Rio, um projeto proibindo pedir esmolas. Quem doasse, seria obrigado a pagar multa. A proposta foi considerada inconstitucional e arquivada, mas demonstra a sintonia do vice com as ações públicas adotadas pelas administrações do DEM e do PSDB em São Paulo em relação aos moradores de rua. 

Desde que assumiram a prefeitura, em 2005, não houve uma só ação comandada por democratas e tucanos para a população de rua que tivesse repercussão positiva. Em vez de promover a inclusão, tanto a administração de José Serra quanto a de seu sucessor, Gilberto Kassab, foram acusadas de apenas tentar afastar os desabrigados das áreas mais valorizadas da cidade. O “higienismo” das ações sofreu críticas dos movimentos populares, que identificaram em Serra e no subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, hoje secretário estadual de Cultura, a intenção de “gentrificar” o centro – neologismo para a tentativa de enobrecer bairros e assim valorizá-los no mercado imobiliário, o que inclui a remoção de pobres e desvalidos. 

Bem em consonância com as ideias de seu vice, uma das primeiras iniciativas do prefeito Serra em relação aos moradores de rua foi idealizar as famigeradas “rampas antimendigo”. Trata-se de tornar ásperas e inclinadas as superfícies dos vãos, principalmente sob os viadutos, impedindo que o morador de rua se deite ali, justamente onde costuma buscar abrigo. Alvo de críticas de urbanistas e sociólogos, a ideia chegou a ser abandonada, mas foi retomada pelo próprio Serra antes de deixar o cargo e se lançar ao governo estadual. No mês passado, Kassab decidiu dar continuidade à inovação, construindo uma rampa em Moema, bairro de classe média da capital paulista. 
Depois das rampas antimendigo, Kassab criou os canteiros antibanho na Praça da Sé: fossas ao redor do espelho d’água que impediam o acesso a moradores e crianças de rua que se banhavam no local. A mais criticada das iniciativas, ainda na administração Serra, foi a internação à força de um mendigo que ocupava uma praça em Vila Nova Conceição, bairro com o metro quadrado mais caro de São Paulo e a renda per capita mais alta do País, em uma clínica psiquiátrica. Após o assunto virar notícia, o mendigo Manoel Menezes da Silva foi libertado do Pinel e teve garantido pela Justiça o direito de ir, vir e ficar onde desejar. 


Durante todo o ano de 2005, em que surgiram as rampas e outras ações profiláticas da prefeitura, o jornalista Tomás Chiaverini se disfarçou de mendigo, perambulando por São Paulo para a apuração do livro Cama de Cimento (Ediouro), que retrata a vida dos moradores de rua na metrópole. Segundo Chiaverini, as maiores queixas eram em relação a uma tal “operação cata-bagulho”. Durante a noite ou de manhã bem cedo, caminhões de lixo passavam, acompanhados da Guarda Civil, recolhendo os pertences dos moradores de rua. Quanto às rampas, o jornalista as considera “um desastre”. 

“Na verdade, o objetivo não é resolver o problema, e sim mudá-lo de lugar. É uma política elitista, de higienização”, diz Chiaverini. “A ‘arquitetura antimendigo’ é bastante difundida em São Paulo e no Rio. Já li entrevistas de arquitetos dizendo que não projetam prédios com marquises para evitar desabrigados e, no centro da cidade, há várias lojas com um sistema que, a cada meia hora, espirra água na calçada para espantar os moradores de rua.” O jornalista elogiou os albergues da prefeitura, “alguns excelentes”, que, no entanto, recentemente tiveram suas vagas reduzidas pela administração municipal. 

De 2008 para cá, a prefeitura de São Paulo fechou dois albergues na região central, com 700 leitos, e se prevê o fechamento de mais duas unidades, com outras 500 vagas. A intenção é fazer com que os moradores de rua se desloquem para fora do centro, mantendo-o “limpo” a ponto de fazer os imóveis dos belos edifícios do centro, rejeitados durante as últimas décadas, voltarem a ser cobiçados. 

“Essas são iniciativas do tipo ‘você está proibido de ser miserável’”, critica o sociólogo Marcel Bursztyn, professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília. Para Bursztyn, não há fórmula mágica para resolver a situação dos moradores de rua porque não existem sociedades sem eles e porque são de vários tipos. Em seus estudos, o sociólogo se deparou com pessoas que foram parar lá por ser mentalmente desestruturadas, por ser viciados em álcool ou drogas, fugitivos que se escondiam no anonimato da rua, migrantes e até quem considerasse sua situação como uma “opção filosófica”. 

“No Rio”, diz Bursztyn, “há pessoas que dormem no centro, em caixotes de papelão, mas nos fins de semana vão ficar com suas famílias, na periferia.” Ou seja, não há uma solução única para uma população tão heterogênea. Ele sugere, por exemplo, a criação de lugares para recolher os meninos de rua, desses que não fossem reformatórios como os de hoje. “O ideal seria adaptar as políticas públicas a cada perfil de morador de rua, o que não é simples. Do jeito que está, é como se eles fossem almas penadas, que vivessem em outra dimensão.” 

Sem dúvida, ao menos em São Paulo, as políticas públicas adotadas não parecem estar surtindo algum efeito. De acordo com pesquisa recente encomendada pela Secretaria Municipal de Assistência Social à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a população de rua na capital paulista cresceu 57% nos últimos dez anos. Eram 8.706 morando na rua em 2000. Hoje, são 13.666, a maioria concentrada justamente na região central. Rampas e canteiros antimendigos não foram capazes de disfarçar nem diminuir o problema social. Quem sabe multando os que lhes dão dinheiro, roupas e comida? Ainda bem que sempre se pode contar com as ideias de Índio.

17/07/2010

O SUCESSO DE DILMABOY...



Agora é Dilma!!!!!!

16/07/2010

Maurício Marques destaca atuação da deputada Fátima Bezerra em favor do desenvolvimento de Parnamirim



A Prefeitura de Parnamirim trabalha para lançar, na primeira quinzena de agosto, o edital das obras de drenagem e pavimentação de ruas no Parque Industrial, no valor de R$ 4 milhões.

O dinheiro é proveniente de emenda parlamentar da deputada federal Fátima Bezerra (PT).

“Com essa obra, vamos melhorar os acessos e as condições de moradia de centenas de pessoas que residem nesta área”, disse o prefeito Maurício Marques dos Santos (PDT).

Ele lembrou que a Prefeitura realizou, no ano passado, a drenagem e pavimentação de 52 ruas, construção de lagoa de captação de águas de chuvas, dissipadores e quadra esportiva no Parque das Orquídeas, onde será instalada uma academia ao ar livre nos próximos dias.

Maurício enfatiza a atuação de Fátima na liberação dos recursos do govervo federal para Parnamirim.

“A deputada Fátima Bezerra tem sido uma parceira importante para o desenvolvimento de Parnamirim”, disse Maurício.

O prefeito também destacou o “apoio decisivo” da parlamentar para a consolidação de dois projetos importantes para a cidade: a construção do cine-teatro, para impulsionar as ações da Fundação Parnamirim de Cultura, criando opção de lazer para a população; e a urbanização de Moita Verde, comunidade formada predominantemente por afrodescendentes.
Em Moita Verde já foi iniciada a primeira etapa da urbanização, que consiste na construção de trinta e sete residências(foto) para moradores do núcleo quilombola, um trabalho conjunto das secretárias de habitação, obras, limpeza urbana e assistência social. As demais etapas – pavimentação e drenagem – deverão ser iniciadas no final de agosto.

Maurício Marques voltou a lembrar do slogan “Parnamirim sim, voto sim! Parnamirim não, voto não!”.
“Levando-se em conta a máxima política do 'Parnamirim sim, voto sim! Parnamirim não, voto não!', posso dizer que Fátima Bezerra é uma deputada de Parnamirim, comprometida com a melhoria da qualidade de vida de nosso povo”, enfatizou o prefeito.

12/07/2010

Maurício Marques:"Parnamirim pode eleger dois deputados"

Maurício Marques fala sobre política em entrevista ao Jornal Potiguar Noticias


 O prefeito de Parnamirim, Maurício Marques (PDT) recebeu a reportagem do PN em seu gabinete, na sede da Prefeitura, para conversar sobre política, eleições, alegrias, dissabores e o ano e meio à frente da administração do terceiro maior município do Estado. Confira:

Cefas Carvalho: Vamos começar falando sobre cultura. A maioria das pessoas elogia as iniciativas que a prefeitura está desenvolvendo, mas o que mais pode ser feito?
Nosso plano de governo foi muito claro com determinadas questões. Parnamirim é um celeiro de artistas. Aproveitamos a estrutura que temos com a capacidade que Vandilma Oliveira [presidente da Fundação de Cultura] tem de mobilizar e passamos a investir mais na cultura e no artista local. Fizemos muita coisa, mas não estou satisfeito. É preciso fazer mais. O edital do Cine-Teatro será publicado nos próximos dias e com certeza, em 2011, por volta de julho ou agosto, teremos nossa casa do artista de Parnamirim.



Roberto Lucena: E nas demais áreas, qual o balanço até o momento?
Nós estamos muito além daquilo que foi planejado. Quero falar sobre a saúde. Nos últimos meses inauguramos seis novas unidades básicas de saúde. Abrimos a Unidade de Pronto Atendimento funcionamento 24 horas totalmente com recursos próprios. Inauguramos ano passado, o Centro Clínico Sadi Mendes que, para minha surpresa, realizou, em quatro meses, 400 mil atendimentos, ou seja, duas vezes a população de Parnamirim. Estamos em julho. Já tenho aplicado na saúde, este ano, 31% da nossa receita. Está tudo perfeito na saúde. Pavimentamos e drenamos toda a bacia do Parque das Orquídeas. Fizemos iluminação pública. Na habitação, todos sabem que prometemos mil unidades nos quatro anos de administração. Fizemos uma parceria Município, Caixa Econômica, iniciativa privada e já temos hoje, com o Minha Casa, Minha Vida, assegurados 3.600 unidades habitacionais. Três vezes mais do que prometemos em quatro anos. Vocês sabem do complexo Moita Verde. Lá, as pessoas vão receber casas novas. Isso nos deixa muito orgulhosos. A educação tem farda, merenda, transporte escolar. 

Os professores tiveram três aumentos em dez meses. Nós fizemos em dezoito meses - foi muito além do planejado. A assistência social está com todos os projetos em andamento. Tudo bem estruturado. Tudo isso é fruto de um trabalho planejado e, acima de tudo, é o cumprimento da palavra dada à população de Parnamirim.



RL: Vamos falar sobre saneamento básico. Recentemente, foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa proposta por Gilson Moura (PV), que debateu esse assunto. Em que pé está a obra?
Todos sabem que as obras pararam em 2008. A partir do momento que assumimos, são dezoito meses. Adequamos o projeto em razão das exigências do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica. O projeto foi totalmente reformulado atendendo as exigências dessas instituições. Recursos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] estão assegurados, além de dois empréstimos do próprio Município. Os recursos estão assegurados. Não havia um projeto de uma estação de tratamento. Hoje tem. 

Tudo já foi aprovado pela Caixa Econômica. Mas veja bem: isso é tramitação de recursos federais; é uma obra de R$ 127 milhões. Existem as fiscalizações. O Ministério das Cidades, Caixa Econômica e Tribunal de Contas da União estão fazendo os ajustes finais para a liberação. Com relação à data que irá começar, não posso responder porque não depende do prefeito. Por mim, teria começado em maio. Mas os órgãos fiscalizadores e financiadores precisam fiscalizar. Mas tenho certeza que iremos recomeçar em breve. É uma questão de paciência. Quanto à questão de Gilson Moura, eu ouço tudo, mas só fica na minha cabeça aquilo que constrói. Se não for bom para Parnamirim, nem ouço.



RL: O senhor citou que Parnamirim tem poder de decidir uma eleição. Os candidatos e a população estão aguardando o anúncio de seu segundo voto para o Senado. A chapa já está fechada?
A minha chapa é Dilma Rousseff (PT) para presidente. Inclusive, vou fazer parte da coordenação nacional da campanha de Dilma. Terça-feira, dia 13, irei à Brasília para a primeira reunião. Senador é Garibaldi Filho (PMDB). Voto nele sempre. Só não votei para prefeito porque sempre votei em Parnamirim. Governador é Carlos Eduardo (PDT). Tenho compromisso assumido com Carlos e Agnelo Alves (PDT) e acho Carlos um homem sério que merece o voto do Rio Grande do Norte. Fátima Bezerra (PT) é a deputada federal de Parnamirim. O que essa mulher fez por Parnamirim nenhum outro político fez. E ela vai fazer mais. Agnelo é meu candidato a deputado estadual e não precisa explicar o porquê.

RL: Só falta o segundo voto de senador.
Essa semana terei uma reunião com a ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Iremos discutir alguns assuntos relativos à Parnamirim. Essa conversa é que vai nortear. 
Na verdade, sempre conversei com ela, sempre converso com Iberê. É aquela história de “Parnamirim sim, voto sim. Parnamirim não, voto não”. Quando assumir meu compromisso com quem quer que seja, quero levar a mensagem ao povo de Parnamirim como eu levei, na campanha de 2008, quando derrotei o candidato que tinha 56% nas pesquisas e eu só tinha 8%. A minha mensagem foi mais forte do que os 56% que ele tinha. E para Wilma e Garibaldi preciso dessa mensagem forte, e da mesma forma que acreditaram em mim, vão acreditar nos dois.

CC: Essa campanha pode ser benéfica para Parnamirim?
Espero que assim seja. Em oito anos de governo Wilma de Faria, por motivos outros que não quero discutir de quem foi a culpa, houve um afastamento e dificuldades. Nesses oitos anos, tivemos só a receita própria e obras do governo Lula. Espero que agora, com os apoios e compromissos assumidos em praça pública, os eleitos façam aquilo que eu estou fazendo por Parnamirim. Espero e vou cobrar. Com o microfone na mão, sou bom cobrador. Parnamirim precisa ser respeitada como a terceira cidade do RN. Não aceito que se discuta política no RN e plano de governo sem ouvir Parnamirim. Se alguém acha que o prefeito de Parnamirim vai se dobrar por outras questões, não! Ninguém é mais importante do que a população de Parnamirim e merece ser respeitada.

RL: Um dos primeiros votos que o senhor declarou foi o apoio a deputada Fátima Bezerra. Porém, muitas pessoas que fazem parte do seu grupo já declararam apoio a João Maia (PR). Há alguma frustração ou tristeza de não ver todos acompanhando sua indicação?
Não. Não existe isso, nem estou preocupado. Essa eleição é muito complexa e as coligações são difíceis. Na hora que sou de um partido, tenho ligação com esse partido. Mas há outro aspecto. Da mesma forma que estou dizendo que meu candidato a deputado estadual é Agnelo e de doze vereadores só três o acompanham, Agnelo não é para ficar com raiva dos outros. Três vereadores irão me acompanhar com Fátima e vou conversar com os demais. 
Agora, tem um detalhe: os cargos comissionados dos vereadores. O vereador indicou, mas quem nomeou foi o prefeito. Não vou brigar com os vereadores, mas os cargos comissionados eu vou cobrar que me acompanhem no voto com Fátima.

RL: E como será o trabalho de captação de votos para Carlos Eduardo em Parnamirim?
Estou aguardando uma conversa com ele e a coordenação de campanha. Não sou coordenador da campanha de Carlos. Vou trabalhar fortemente para ele. Agora, preciso conversar porque tem a campanha dele e de Agnelo. Acho que a campanha dele está crescente.

RL: O senhor afirmou que vai cobrar o apoio dos cargos comissionados. Isso vale para os secretários. E o voto para deputado estadual?
O secretariado me acompanha. Agora, há casos específicos como, por exemplo, o secretário de Obras [Naur Ferreira], que tem laços familiares com Rosano Taveira (PRB). Agnelo está muito bem posicionado com os secretários e cargos comissionados. Mas ele está bem posicionado é com o prefeito. Compromisso. Tem um negócio chamado lealdade. Agora, eu também exijo reciprocidade.

RL: Temos os nomes de Agnelo, Taveira, Sérgio Andrade (PP) e Gilson Moura. O senhor acredita que Parnamirim consegue eleger mais de um deputado estadual?
Não considero Gilson Moura candidato de Parnamirim. Esse cidadão não tem compromisso com Parnamirim. Os candidatos de Parnamirim são Agnelo, Sérgio e Taveira. Temos mais de 96 mil eleitores. Dá para eleger perfeitamente, mas precisa trabalhar bem fora de Parnamirim.

RL: Foi por não ter compromisso com Parnamirim que ninguém da prefeitura compareceu à audiência pública sobre o saneamento proposta por Gilson?
Não. Ninguém compareceu porque o projeto está pronto e aprovado. Porque não se convocou essa audiência antes do período eleitoral? Não podemos servir de trampolim para alguém que quer usufruir de um projeto que não tem participação dele, que mentiu em praça pública dizendo que mora em Parnamirim há 15 anos e há pouco tempo foi vereador de Natal.

A Deputada Fátima Bezerra coordenará a Campanha de Dilma Rousseff no RN


A deputada federal Fátima Bezerra(PT) será a coordenadora da campanha de Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, no Rio Grande do Norte.

Fátima foi escolhida para coordenar a campanha de Dilma por ser uma das vices-presidentes nacional do PT. A executiva nacional do PT tem três vices-presidência.

Fátima fará o trabalho de coordenação política junto com o presidente estadual do PT, Eraldo Paiva, que fará a coordenação executiva.

Na condição de coordenadora da campanha de Dilma no RN, Fátima vai manter contatos com os representantes dos partidos que apóiam a chapa Dilma-Michel Temer para a realização de um trabalho em conjunto no Estado.

“Vamos organizar a campanha de forma ampla, participativa, com partidos, personalidades, movimentos sociais e a população do RN”, disse Fátima.

Na próxima terça-feira(13), Fátima e Eraldo Paiva participam de reunião com todos os coordenadores da campanha de Dilma nos Estados, às 14h, em Brasília.

Em seguida, haverá a inauguração do Comitê Nacional da campanha Dilma e de Temer.

Ainda na terça-feira, à noite, Fátima participa de um encontro-jantar de Dilma com deputados e senadores da base governista.